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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Microsoft lança versão do Office que visa a trabalho em equipe

Office 2016

A gigante da informática dos Estados Unidos Microsoft lançou nesta terça-feira uma versão de seu pacote Office que oferece aplicativos para fortalecer e organizar o trabalho em equipe.
O diretor-geral do grupo, Satya Nadella, citou em um comunicado "um grande passo para transformar o Office, que passa de uma série familiar de aplicativos de produtividade individual a uma série de aplicativos e serviços conectados concebidos para o trabalho moderno, a colaboração e o trabalho em equipe".
O Office 2016, disponível em 40 idiomas, integra os aplicativos próprios da Microsoft como o processador de texto Word, Power Point, planilhas Excel, as notas OneNote e o programa de mensagens Outlook.
Mas a diferença é que agora vários autores podem trabalhar ao mesmo tempo em um mesmo documento Word, PowerPoint e OneNote: se um usuário modifica o conteúdo de algum dos arquivos, os outros podem ver o processo em tempo real.
A Microsoft também oferece uma integração do Skype. Poderá conversar instantaneamente ou diretamente compartilhar telas dos diferentes aplicativos do Office.
O grupo informático também anunciou uma série de melhoras para os serviços on-line.
O serviço de armazenamento on-line OneDrive para as empresas, que estará em funcionamento antes do próximo mês, oferecerá melhores funções de sincronização e aumentará os limites de tamanho e volume para o usuário.
A Microsoft também anunciou nesta terça-feira uma nova ferramenta útil, Office 365 Planner, que permitirá organizar o trabalho em equipe. Atribui tarefas ou prazos de trabalho aos integrantes. Este aplicativo estará disponível a partir do quarto trimestre deste ano.
O Office 2016 funcionará de maneira ótima com o Windows 10, o último sistema operacional lançado pela Microsoft, mas também será compatível com versões anteriores, como Windows 7 ou 8.
O novo Office estará à venda a partir desta terça-feira e poderá ser instalado tanto em PC como em Mac.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Marinha americana gasta milhões para manter Windows XP vivo

Enquanto o Exército dos Estados Unidos já pensa em motos voadoras, a Marinha ainda precisa arrastar 100 mil computadores que dependem do Windows XP.
O Space and Naval Warfare Systems Command, que controla todos os sistemas de comunicação da Marinha, acabou de assinar um contrato milionário com a Microsoft para estender o suporte do sistema operacional. Até 2017, podem ser gastos mais de 30 milhões de dólares.
O Windows XP foi descontinuado em 2014 e, na teoria, não deveria mais receber correções de segurança e atualizações. Mas a Microsoft deixou um canal aberto para que clientes privados que ainda usam o sistema possam pagar por suporte estendido.
O valor pago pela Marinha abrange Windows XP, Office 2003, Exchange 2003 e Windows Server 2003. De todos esses softwares, apenas o Windows Server 2003 ainda não foi considerado obsoleto pela Microsoft. Mas mesmo esse entrará para a lista de programas descartados a partir de 14 de Julho.
Segundo Steven Davis, porta-voz do Space and Naval Warfare Systems Command, “a Marinha depende de um número de aplicações legadas e programas que são interligados a produtos Windows legados. Até que essas aplicações e programas sejam modernizados ou descartados, esta continuidade dos serviços é fundamental para manter a eficiência operacional”.
A Marinha americana começou o processo de migração de sistemas em 2013, mas ainda há cerca de 100 mil estações de trabalho rodando sistemas descontinuados. Por razões de segurança, não foram fornecidos mais detalhes sobre quais sistemas ainda dependem do Windows XP e outros produtos ultrapassados da Microsoft .

Azure Cloud Switch: Microsoft cria sua própria distribuição do Linux

A Microsoft presidida por Satya Nadella é, certamente, mais aberta do que aquela guiada por anos por Bill Gates e Steve Ballmer. Mas, ainda assim, os mais entusiastas dessa mudança não poderiam prever o imprevisível: a dona do Windows 10 está criando a sua própria distribuição do Linux

Trata-se do Azure Cloud Switch, ou ACS, sistema na nuvem anunciado nesta sexta-feira (18) destinado à infraestrutura de redes de grandes corporações. Ou seja, não se trata de um sistema operacional para usuário final.
Windows lança sistema de gestão de datacenter baseado em Linux (Foto: Arte/Paulo Alves)Windows lança sistema de gestão de datacenter baseado em Linux (Foto: Arte/Paulo Alves)

O ACS também traria a vantagem de facilitar o gerenciamento de switches de um datacenter por meio da interface do Microsoft Azure, tratando qualquer máquina com Apache, por exemplo, como um servidor Windows, dispensando o uso único de linhas de código para configurações e atualizações. No fim das contas, o Linux da Microsoft também servirá para trazer mais clientes empresariais.
Em um comunicado oficial, a Microsoft se limitou a dizer que o novo sistema “permite depurar, corrigir e testar erros de software muito mais rápido. Ele também oferece a flexibilidade de reduzir [os recursos do] software para desenvolver ferramentas para o seu datacenter e suas necessidades de rede”.

O código aberto do Linux, aparentemente, é capaz de realizar essas tarefas de maneira muito mais eficiente do que o próprio Windows.
A Microsoft ter escolhido o Linux para servir de base para sua nova solução para empresas pode ter sido uma surpresa, mas uma coisa é certa: isso só reforça que a companhia está mais disposta a oferecer vantagens para uma fatia maior de clientes, mesmo que os que não estejam utilizando hardware de parceiros com Windows instalado. É uma iniciativa que faz sentido se lembrarmos da quantidade de apps e serviços oferecidos a usuários de iOS e Android, por exemplo – o Send, app que transforma e-mail em chat, ainda nem está disponível para Windows Phone.
Um dos principais engenheiros da Microsoft, em 2015, chegou a dizer publicamente que seria “definitivamente possível” que a companhia abrisse o código do Windows, tornando-o um sistema open source. Embora não seja algo plausível imediatamente, o Azure baseado em Linux mostra que, sim, podemos esperar que a Microsoft abra as portas do seu sistema para desenvolvedores no futuro.